| CENTRO SOCIAL N.ª SR.ª DO AMPARO |
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CENTRO SOCIAL N.ª SR.ª DO AMPARO ÍNDICE - Projecto Social I - Introdução - CENTRO SOCIAL Nª SENHORA DO AMPARO - - Espaço Intergeracional – 1. – Sénior 2.- Infantil 3. - Juvenil 4. – Atendimento Social - Banco do Tempo- 5. – Espaço de Comunicação 6. – Serviços de Apoio 7. - Conclusão PROJECTO SOCIAL 2005 I – Introdução O Sr. Cónego Filipe de Figueiredo tinha um desejo profundo, um projecto e um Sonho de construir em Estarreja, mais concretamente na freguesia de Beduído, um equipamento Social para todos aqueles que, por qualquer razão, se situassem e sentissem nas margens da vida, quer fossem idosos ou crianças, mães solteiras ou mulheres de rua, crianças em risco e maltratadas ou vítimas da praga social das drogas, doentes ou acamados e carentes de solidariedade, pois percebia que a freguesia que o vira nascer, Beduído, sendo sede de concelho e a freguesia, de todas a mais populosa, Estarreja, não possuía nenhum equipamento que desse resposta social a estas questões. O Sr. Cónego Filipe que queria desenvolver esta Obra nas suas várias vertentes de carências, tinha também consciência da necessidade de intervenção na parte social, educativa e cultural da infância e juventude, como forma de preparar os homens e as mulheres do amanhã, mas fazendo-o numa relação de crescimento físico, mental e espiritual, e numa clara harmonia intergeracional e intrageracional em que as várias gerações de netos, filhos, pais e avós, biológicos ou não, se cruzassem, se envolvessem e convivessem com naturalidade, simplicidade e amor, sem jamais esquecer que os idosos são o nosso passado, conjugado no presente, rico de sabedoria acumulada, de experiências e valores que é imperioso que passemos, através deste cruzamento intergeracional, às nossas crianças que são o nosso presente em conjugação futura, se lhes queremos deixar em legado os valores, a tradição e a cultura histórica de quem somos como Povo. No entanto, a intervenção Social que o Sr. Cónego Filipe Sonhava e se propunha desenvolver, na freguesia de Beduído, teria, por força da grandeza dos meios financeiros e materiais necessários ( que não possuía e que era necessário reunir), que ser desenvolvida de forma faseada. Dar-se-ia clara prioridade aos idosos e aos doentes, que ele considerava os mais fragilizados e carentes da Sociedade, sem nunca esquecer as franjas minoritárias, vítimas de situações familiares – crianças em risco, mulheres de rua –, ou sociais - etnias de alto risco e objecto de grande incompreensão social, como os Ciganos, de que o Cónego Filipe era um paladino -; seriam ainda abrangidas as vítimas de algumas doenças “ditas marginais” como o Ahlzeimer e todas as situações em que a condição humana estivesse no limiar da dignidade. Deste seu desejo e destas prioridades ele deu conhecimento ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, em carta que lhe escreveu em 21/02/03, onde lhe dizia entre outras coisas: - Sr. Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, eu tenho um sonho, que queria, em breve, tornar realidade, dotar a minha terra, (...) de um Lar de 3ª idade. Desta sua vontade deu também conhecimento a um grupo de homens - pessoas de boa vontade de Estarreja -, a quem, na última reunião que fez na sua vida terrena, pediu apoio material e humano para concretizar e desenvolver este seu Sonho. Como no fim da reunião – pouco mais de cinco minutos depois – e ainda nas instalações da Câmara Municipal de Estarreja, o Sr. Cónego Filipe foi chamado, pelo Criador, para a outra dimensão da Vida, aquele grupo de pessoas decidiu, em homenagem àquele homem bom que os sensibilizara, propor ao Sr. Bispo de Aveiro, D. António Baltasar Marcelino, a instituição da Fundação Cónego Filipe de Figueiredo: numa resposta pronta, o Sr. Bispo instituiu-a canonicamente em 27/11/04; posteriormente foi registada no Governo Civil de Aveiro e mais tarde registada no Livro das Fundações de Solidariedade Social, sendo os seus Estatutos registados em definitivo pela Direcção Geral da Solidariedade da Família e da Criança, como IPSS e de utilidade Pública em 17 de Agosto de 2005, com reporte a 17/12/04. Esta Instituição que foi proposta e criada para proteger, desenvolver e dar corpo ao Projecto social que era o Sonho do Sr. Cónego Filipe, propõe-se instalar num Centro Social as várias valências que, faseadamente pretende desenvolver, a sós ou em parcerias múltiplas, com instituições públicas ou privadas, estabelecendo protocolos com a Segurança Social e o Ministério da Educação, a Câmara Municipal de Estarreja e a Junta de Freguesia de Beduído, a Paróquia de S.Tiago de Beduído, como parceiros de referência: a eles solicitará apoio técnico, nas suas várias vertentes, apoio financeiro e outros. II - CENTRO SOCIAL NOSSA SENHORA do AMPARO – ESPAÇO INTERGERACIONAL - 1.Sénior Tendo em conta a realidade dos actuais índices de envelhecimento da população portuguesa, por um lado, devido ao aumento da esperança de vida, especificamente na região centro, onde cerca de 20% da população é constituída por pessoas idosas com mais de 65 anos, e, por outro lado, à diminuição da fecundidade, a Fundação Cónego Filipe de Figueiredo propõe-se desenvolver as actividades de índole social, em função das necessidades da população sénior do concelho de Estarreja, com incidência maior na freguesia de Beduído, de acordo com as carências há muito detectadas pela Segurança Social. A Fundação pretende dotar o Concelho e a Cidade de Estarreja de um equipamento social de apoio geriátrico, reduzindo a actual tendência “emigratória” de idosos para fora da freguesia e do concelho, permitindo a manutenção do idoso no seu habitat social. Pretende-se fomentar e potenciar a intrageracionalidade com o envolvimento da família, provocando claras melhorias na qualidade de vida nas pessoas desta faixa etária. Com o fim de combater o sedentarismo, a Fundação propõe-se criar tempos de convívio e de lazer de qualidade, no conceito de se criar uma aldeia dentro de casa, permitindo ao utente aquele nível de vida que qualquer idoso, depois de ter dado à sociedade o seu contributo, merece e exige. O Centro Social, através das várias valências que pretende implementar, será um espaço aberto a toda a comunidade Estarrejense e outra, mas especialmente aberto à comunidade da freguesia de Beduído, apoiando a realização de actividades que promovam a melhoria das suas condições de vida, do ponto de vista cultural, social e espiritual, fomentando a participação das pessoas, das famílias e de grupos nas várias ocupações que o Centro vier a oferecer, nomeadamente nos espaços cibernético e audiovisual, na biblioteca, nos ateliers ocupacionais, recreativos, culturais (bordados, tapeçaria , canto coral, ginástica, teatro, etc....) e noutros, através das valências a seguir descriminadas. LAR residencial – (Lar de idosos) Centro de serviços múltiplos, com 30 quartos, sendo 5 de cama tripla, 20 de cama dupla e 5 de camas individuais, para um total de 60 utentes, sendo 40 de instalação permanente, 15 de instalação nocturna e 5 de acolhimento temporário de emergência, quer do ponto de vista familiar, quer do ponto de vista de assistência hospitalar de retaguarda, para convalescenças, A.V.C.s, e alguns casos de Ahlzeimer. Procurar-se-á identificar permanentemente o Espaço Lar como espaço de vida, de criatividade, de reflexão e de busca da paz interior, com Deus e com o mundo, na tentativa de desmistificar a ideia de um lar como espaço de “local derradeiro” e de espera fatal. Residências – 10 residências do tipo t1, com 1 quarto, 1 sala de estar/cozinha e casa de banho, para casais de idosos com autonomia, que usufruindo de todos os cuidados e serviços do Centro Social e da respectiva logística, se bastem tanto do ponto de vista da operacionalidade, como da económico-financeira. Este espaço pretende potenciar algum equilíbrio na gestão do Centro Social com as comparticipações que gerará. Centro de noite – Para 15 utentes que, por isolamento, abandono familiar ou qualquer outro motivo, se encontrem ainda integrados no meio onde residem e tenham a mobilidade bastante para se bastarem durante o dia, carecendo contudo de apoio e acolhimento nocturno. Na freguesia existe grande carência desta valência, dada a quantidade de idosos em situação de solidão. Acolhimento familiar de idosos – Embora não haja experiências claras a respeito desta valência, no entanto, a Fundação Cónego Filipe considera o possível desenvolvimento desta oportunidade de instalação temporária do idoso em famílias de acolhimento, sob a responsabilidade e beneficiando da logística do Centro Social, se e quando para isso tiver necessidade ou for solicitado. Centro de acolhimento temporário de emergência – Para 5 idosos que, vivendo instalados no seio da família, possam, em situações excepcionais ou de emergência, ter necessidade de, temporariamente, ser instalados no Centro Social. Também se prevêem outras situações em que o idoso ou acamado em estado de convalescença ou doença estacionária possa, temporariamente, usar o Centro Social como hospital de retaguarda, para apoio familiar ou até para equilíbrio psicológico de uns e de outros. Centro de dia – Com funcionamento diário, para 50 pessoas idosas que estão ainda instaladas no seio da família, mas tendo esta sérias dificuldades de assistência regular e aceitável; funcionará durante a parte útil e diurna do dia, eventualmente também em horários mais alargados, previamente contratados, e articulados com os horários particulares da família. Centro de convívio – Universidade da 3ª Idade – Para 50 pessoas que encontrem, nas várias áreas ocupacionais – de lazer, cultura ou no simples convívio local –, tanto internas como externas, uma resposta à necessidade de qualidade de vida física, mental, cultural e espiritual que esta faixa etária deseja, merece e exige. Porquê uma Universidade da terceira idade? Porque Estarreja e a sua população foram objecto de uma remodelação do seu parque Industrial, a qual atirou para o desemprego, pré-reforma e reforma antecipada um considerável número de trabalhadores, alguns dos quais se encontram ainda pelos bancos dos jardins, pelas cadeiras dos cafés ou se arrastam pelos serviços de saúde à procura de soluções para o resto das suas vidas. Pretende-se criar uma alternativa de hábitos que seja saudável e criativa, usando algum desse tempo para a descoberta de novos saberes e novos horizontes, servindo como apoio na reformulação do seus projectos de vida, por forma a poderem saborear a vida e a parte que dela resta, com mais alegria e maior interesse e menos doenças de qualquer tipo. A Universidade não conferirá qualquer grau académico, mas tão só diplomas de mérito e utilizará professores voluntários, em função dos temas e da sua experiência; nela todos podem ser professores e simultaneamente alunos, em disciplinas como Português, Inglês, informática, saúde, ginástica, natação, hidroginástica, artes decorativas, tapeçaria, arraiolos, pintura, psicologia, sociologia, música, canto coral, entre outras, em função dos alunos e da disponibilidade de professores. Apoio domiciliário (integrado) – Para 50 pessoas que não queiram, não possam ou não deva ser desinstaladas das suas residências e careçam de apoio domiciliário de qualquer tipo. Funcionará todos os dias, nomeadamente à noite, para situações contratadas – possíveis -, em função dos espaços comunitária e residencial e das equipas do Centro Social. Actuarão nas áreas da higiene, alimentar, de saúde psico-somática e de animação do idoso, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, apoiando-as na satisfação das suas necessidades básicas, prevenindo situações de dependência, tudo fazendo para a concretização da autonomização dos utentes, objectivo do apoio domiciliar integrado. 2- Infantil Tendo como perspectiva o desenvolvimento da pessoa humana no seu crescimento físico, mental e espiritual, desde os primeiros meses de vida, pois é de pequenino que se prepara, se educa e se desenvolve a criança, o Centro pretende contribuir equilibradamente para o desenvolvimento infantil integral. Favorecendo a dinâmica familiar, promovendo a integração harmónica das componentes pessoal, familiar e social, o Centro Social – Nossa Senhora do Amparo, da Fundação Cónego Filipe de Figueiredo, propõe-se atingir estes objectivos através das seguintes valências: Creche + berçário – Este equipamento pretende proporcionar o desenvolvimento integral das crianças entre os três meses e os três anos, num clima de segurança afectiva e física e proporcionar ao bebé, durante o afastamento temporal do seu meio familiar, um ambiente o mais próximo possível deste, através do acompanhamento individualizado de cada criança, e até, quando necessário, da respectiva família. Pretende-se cuidar do bem-estar físico e mental do bebé, proporcionando-lhe uma alimentação cuidada e adequada, promovendo os cuidados de saúde e higiene e incentivando a iniciativa do bebé. Procura-se ainda incutir a socialização e o respeito pelos outros, desenvolver a capacidade de atenção, compreensão e agilidade motora, desenvolver a comunicação através das diferentes linguagens e da aquisição de diferentes vocábulos, etc... e tudo o mais que o crescimento harmónico da criança exija. Ensino Preparatório e Pré-Escolar – Espaço didáctico-educativo que pretende proporcionar às crianças um ambiente de vivências escolares, preparando-as para a entrada na escola. Ensino Preparatório: componente sócio-educativa - Espaço que pretende complementar a valência do Jardim-de-infância, proporcionando às crianças um ambiente de vivências familiares e de experiências extra-curriculares embora decorrentes daquelas. Os seus objectivos são corresponder, na medida do possível, às necessidades psicológicas, cognitivas e afectivas das crianças, trabalhando articuladamente com a família numa co-responsabilização e partilha de cuidados, em função das necessidades e provocando uma natural quebra de rotina quer da família para a escola, quer da escola para a família, em espaço “Neutro”; aqui serão desenvolvidas, dinamizadas e animadas por especialistas na matéria, actividades de animação artística, sócio-cultural, lúdico-recreativa, cognitiva e social, que contribuirão para o processo evolutivo das crianças. Estas actividades serão caracterizadas pela alegria, livre e despreocupada, num espaço intermédio, entre a escola e a família, valorizando o prazer de estar e conviver para além da preocupação dos trabalhos de casa em família e de outras aprendizagens. A.T.L. – Pretende proporcionar às crianças dos 6 aos 10 anos, o acompanhamento nas tarefas da escola, orientação e apoio para a realização dos trabalhos escolares, em tempo estabelecido para o efeito. Entre outros objectivos será ministrada educação para a cidadania, dinamizando hábitos e práticas de leitura e escrita, nos vários níveis em que elas se apresentem, nomeadamente no espaço Internet. Será fomentada a inclusão social de grupos de etnias diversas, quando as houver, implementando o princípio “todos diferentes todos iguais”, colaborando de forma activa e eficaz no despiste precoce de situações de risco, inadaptações e outras situações problema, sendo assegurado o seu encaminhamento para as etapas seguintes de preparação cívica e de educação. Serão criadas condições para o encorajamento do hábito de pensamento criativo e independente, em harmonia com o incentivo às relações de grupo, tendo como objectivos o desenvolvimento comunitário e o espírito de solidariedade. O A.T.L dará ainda educação focada no facto de não vivermos isolados, mas de fazermos parte de Um todo, sendo que, tudo o que fizermos de bem, nomeadamente à natureza e ao ambiente, sendo para bem de todos, reverterá, multiplicado, para o bem de cada um. Servirá também o A.T.L. para proporcionar aos seus frequentadores um conjunto de aulas extracurriculares – como música, educação musical, dança, canto coral, natação, informática ou centro de estudos de explicações complementares –, sempre com o objectivo de que a criança se sinta como em casa e na família e se sinta feliz e em crescimento integrado, harmónico e apoiado. 3-Juvenil Este espaço que se destina a jovens com mais de 12 anos de idade, pretende ser um espaço de convívio e de desenvolvimento de actividades diversas, preenchendo tempos livres, incentivando também à prática de trabalho em grupo, ao respeito pelo outro, ao desenvolvimento e à pesquisa, à criatividade e à acção. O espaço pretende ainda incentivar a tradicional generosidade da juventude, através de actividades culturais, recreativas e de solidariedade, sentimento tantas vezes abafado pelo individualismo desenfreado, frequentemente incutido pela família, com resultados tão negativos. Espaço jovem – “ Tá–se bem...” - Espaço que pretende desenvolver as virtualidades pessoais e sociais dos jovens, promovendo a sua integração activa na sociedade, confrontando-os com os grandes e graves problemas que a juventude encontra na actualidade. Serão prevenidos e detectados alguns comportamentos de risco, será promovida a educação para a cidadania, serão incutidos valores de comunhão, partilha, solidariedade e cooperação. Promovendo estilos de vida saudáveis e desenvolvendo a auto-estima dos jovens, serão também ensinados métodos de estudo. Com o fim de diminuir a agressividade e a frequência de conflitos, pretende-se desenvolver nos jovens o espírito de grupo e de inter ajuda, fomentando o princípio de valores e regras, tanto em actividades desportivas como em colónias de férias, passeios e outros tipos de actividades que de algum modo transmitam aos jovens os princípios de uma sociedade solidária, permitindo e fomentando a livre expressão de pensamento e acção; poderão também ouvir e interpretar as suas músicas preferidas. Serão fomentados trabalhos de grupo e realizados encontros, palestras, colóquios. O espaço também servirá para simples conversas com amigos, em privado ou em grupo e para acompanhamento físico e psicológico por técnicos credenciados. Espaço aberto – Espaço em que é “proibido proibir” ou condicionar, em que cada qual se desiniba para poder dizer o que pensa e o que sente sobre variadíssimas matérias; onde se possa trabalhar criativamente e em espaço aberto com um sentimento de contributo pessoal para melhorar o que se critica. Este será um espaço de procura, de investigação, troca ou partilha das grandes ou pequenas questões que afectam, inibem ou desencaminham a juventude dos nossos dias. Será uma lição..., um confronto com a natureza..., versando aquelas questões sobre as quais o jovem precisa de falar com alguém... . Poderá ser, ainda, uma visita..., um passeio..., um concluir..., uma história. C.A.T. Centro de Acolhimento Temporário – Esta resposta pretende desenvolver um equipamento próprio, embora ligado à logística do Centro Social: um espaço que se destine ao acolhimento urgente e transitório, de crianças e jovens em situação de risco, decorrente de abandono, maus-tratos, negligência ou outros factores, proporcionando condições para o desenvolvimento de um projecto de vida adequado. 4. Atendimento Social Comunidades de inclusão – As situações de margem na sociedade e na vida estavam entre as situações que mais preocupavam o Sr. Cónego Filipe. Tendo a sua Fundação sido instituída para desenvolver a sua Obra e o seu Sonho, faz todo o sentido que, aqueles que mais nas margens se encontrem, tenham nesta instituição um “porto” de refúgio e de abrigo, com um programa que lhes seja dedicado, qualquer que seja o grau de marginalização em que se encontrem. Sejam sem-abrigo, ex-reclusos ou mães solteiras, deverá ser encontrada resposta social para os ajudar a encontrar soluções para a vida em comunidade, incluída na sociedade. Centro Comunitário – Os diversos problemas que se põem a uma comunidade, qualquer que seja o seu tipo, deverão também encontrar nesta Obra Social, os serviços e as actividades diversificadas, com vista à promoção e à inclusão social dos indivíduos, grupos e comunidades, estimulando a sua participação activa e fomentando o voluntariado social e solidário. Oficina Social Móvel– No âmbito da solidariedade e da Bolsa de voluntários, o Centro Social – Nossa Senhora do Amparo pretende desenvolver a oficina social móvel. Trata-se de uma estrutura, equipada com uma pequena viatura e com um conjunto de ferramentas adequadas, que tem como objectivo principal levar a efeito pequenas reparações, tais como: a substituição de uma lâmpada, o arranjo de uma torneira ou de um autoclismo, a reparação ou substituição de uma fechadura, a mudança de uma telha ou de um vidro, etc. Quantas vezes, estas reparações não têm solução do ponto de vista empresarial, pelo desinteresse que suscitam; porém, através da solidariedade nas pequenas coisas pode-se obter uma maior autonomia de pessoas carentes, facilitando a sua manutenção na residência habitual, estimulando a solidariedade e o espírito de entreajuda. Refeitório/ Cantina social – Com o desenvolvimento da Obra deste Centro Social, e dada a capacidade logística a instalar, pretende a Fundação Cónego Filipe de Figueiredo ajudar a encontrar respostas para as pessoas mais carenciadas ao nível da alimentação e, eventualmente, nas áreas da higiene pessoal e tratamento de roupas. Banco do Tempo (BT) – A Fundação Cónego Filipe de Figueiredo, através do Centro Social – Nossa Senhora do Amparo, pretende criar, no âmbito da solidariedade, um “Banco do Tempo”. Funcionando por si próprio ou em parceria com outras instituições ou organismos, o BT permitirá a utilização e a administração do tempo, como unidade de troca, rentabilizando as capacidades individuais e o espírito de solidariedade. Disponibilizando tempo para a causa comum, apoiando a família e a conciliação da vida profissional e social através de soluções práticas de organização da vida quotidiana, pretende-se construir uma cultura de solidariedade, promovendo o sentido de comunidade e fomentando a colaboração entre gerações e a criação de relações sociais. Espaço de atendimento à comunidade – Espaço destinado a informar, prestar aconselhamento e apoiar indivíduos e famílias. Através do estabelecimento de contactos com as diversas realidades sócio-familiares, pretende-se aferir necessidades, motivações e expectativas, fomentando, assim, relações de ajuda empática, de confiança e diálogo. 5. Espaço Comunicação Espaço dedicado à promoção dos laços familiares, da paixão pelas causas e pela partilha, do respeito pelo ser único, insubstituível e inestimável que é qualquer pessoa, idoso ou criança, doente ou acamado, qualquer que seja a sua condição. Pretende-se potenciar as sinergias da intrageracionalidade e da intergeracionalidade, nos vários momentos em que os idosos, as crianças e as famílias se cruzam e convivem. Este espaço é dedicado à programação, calendarização e desenvolvimento de actividades, à troca de oportunidades e saberes, à partilha de experiências e vivências, à comunicação de alegrias e afectos próprios das celebrações da vida, do calendário e das pessoas, no Centro Social. -Conselhos - ( inter e intrageracional) -Associação de Filhos – e Amigos - Associação de Pais – e Educadores 6. Serviços de Apoio Recepção – Administração – Direcção técnica – Secretaria – Gabinete de Psicologia – Cozinha – Despensa – Arrumos - Refeitórios – Salas de estar – Bar - Posto médico – Posto de enfermagem – (sala tratamentos) Sala de emergência - Fisioterapia - Polivalente – (ginástica e animação) Espaço de balneoterapia –(jacuzzi/piscina de massagem sénior) Ateliers -(ocupacionais/ culturais) Biblioteca / Sala de leitura - ( Espaço Cibernético) Espaço de formação - Capela – Barbeiro/ cabeleireiro - Jardins temáticos – Espaço de recolha e entrega de Crianças – (….. ) Espaço de recreio - Hortas – Lavandaria – e tratamento de roupas Oficinas – Garagens – III - Conclusão O Centro Social – Nossa Senhora do Amparo é uma tentativa de concretização na continuidade, do Sonho que era o do Sr. Cónego Filipe e que, depois da sua brusca partida para a Vida na dimensão divina, passou a sê-lo de todos nós. Seguindo os seus passos, tentaremos começar de cima para baixo, do “velho para o novo”, do idoso para o bebé, sempre na esperança de encontrar o ponto justo em que o novo se faz velho e o velho se faz novo, com a consciência da grande dificuldade e da precariedade da Utopia. São imensas as dificuldades, serão muitos os desfalecimentos, mas temos vontade e encontraremos a força e a determinação necessárias, porque acreditamos no amor ao próximo, acreditamos no apoio que o Sr. Cónego Filipe nos dará na actual dimensão da sua Vida, e, sustentados numa fé Maior, acreditamos nas pessoas e nas instituições. Estarreja, Setembro de 2005 O Conselho de Administração da Fundação Cónego Filipe de Figueiredo
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